História da Cerâmica

O início...
Cerâmica Tradicional

A cerâmica (do grego κέραμος — "matéria-prima queimada") é a arte de produção de artefactos cerâmicos.
A capacidade da argila de ser moldada quando misturada em proporção correcta de água, e de endurecer após a cozedura, permitiu que ela fosse destinada ao armazenamento de grãos e/ou líquidos, que evoluíram posteriormente para artigos mais elaborados, com bocais, alças, imagens em relevo, ou até mesmo com pinturas vivas que passaram a ser considerados objectos de decoração.

 

Imagens em cerâmica de figuras humanas, representando possivelmente deuses do período inicial da arte da cerâmica. Parte dos artesãos também chegou a usar a argila na construção de casas rudes. Na China e no Egipto, a cerâmica tem cerca de 5000 anos. Neste ultimo, a arte de vidrar é datada em cerca de 3000 anos antes de Cristo. Colares de faianças vidradas aparecem entre as relíquias, juntamente com estatuetas e amuletos. Com o tempo, a cerâmica foi evoluindo e ganhando os nossos dias, mas não sem contar com os esforços dos gregos, romanos, chineses, ingleses, italianos, franceses, alemães e norte-americanos. A revolução industrial teve início por volta de 1830 na Europa Central.

 

Por muitos anos, as placas cerâmicas foram conhecidas como sinónimo de requinte e luxo. Após a segunda Guerra Mundial, houve um grande aumento da produção de revestimento cerâmico, por consequência do desenvolvimento de novas técnicas de produção. Isso fez com que os preços começassem a baixar, possibilitando a uma faixa maior de classes sociais a condição de adquirir o produto cerâmico. Nesta época, as placas cerâmicas eram utilizadas primordialmente em casas de banho e cozinhas. Com o passar dos anos, a indústria cerâmica desenvolveu-se com grande rapidez. Novas tecnologias, matérias-primas, formatos e design foram desenvolvidos, o que proporcionou a migração da cerâmica da casa de banho e da cozinha para outras partes da casa, tal como para centros comerciais, aeroportos, hospitais, hotéis, entre outros locais.

 

Actualmente, o uso da cerâmica não se restringe apenas aos tijolos, mas também em aplicações aeroespaciais e de tecnologia de ponta, como a blindagem térmica de naves espaciais, na produção de nanofilmes, sensores para detectar gases tóxicos e aplicações da rede eléctrica entre outros.

Cerâmica Artística

Após submetida a uma secagem lenta à sombra para retirar a maior parte da água, a peça moldada é submetida a altas temperaturas que lhe atribuem rigidez e resistência mediante a fusão de certos componentes da massa, fixando os esmaltes das superfícies. A cerâmica pode ser considerada uma actividade artística, em que são produzidos artefactos com valor estético, ou uma actividade industrial, através da qual são produzidos artefactos com valor utilitário. De acordo com o material e técnicas utilizadas, classifica-se a cerâmica em:

 

Terracota - argila cozida no forno, sem ser vidrada, embora, às vezes, pintada.

Cerâmica vidrada - o exemplo mais conhecido é o azulejo.

Grês - cerâmica vidrada, às vezes pintada, feita de pasta de quartzo, feldspato, argila e areia.

Faiança - A faiança é uma forma de cerâmica branca. São massas porosas de coloração branca ou marfim e precisam de posterior vitrificação. Uma classificação usual da cerâmica branca baseia-se no teor em peso da água absorvida pelo corpo cerâmico: a faiança é um dos tipos mais porosos, apresentando absorção geralmente superior a 3%. Os produtos de faiança são compostos de massas semelhantes ao grés (matérias-primas menos puras, podendo incluir rochas cerâmicas como granito, pegmatito e filito como fundentes, ao invés de feldspato puro), mas usualmente podem incorporar, diferentemente da composição do grés, fundentes carbonáticos, portadores dos minerais calcita e dolomita. As peças de faiança são fabricadas a temperaturas inferiores a 1250°C e caracterizam-se pela menor resistência do que as porcelanas e o grés. Seus produtos incluem aparelhos de jantar, serviços de chá, xícaras e canecas, peças decorativas etc.

Porcelana - A porcelana (do Italiano porcellana ) é um produto branco impermeável e translúcido. Ela distingue-se de outros produtos cerâmicos, especialmente, da faiança, pela sua vitrificação, transparência, resistência, completa isenção de porosidade e sonoridade.

 

 

 

 

 

 

Com possível exceção do fabrico de tijolos e telhas, geralmente utilizados na construção desde a antiguidade, desde muito cedo a produção cerâmica deu importância fundamental à estética, já que seu produto, na maioria das vezes, destinava-se ao comércio. Talvez por esta razão a maioria das culturas, acabou por desenvolver estilos próprios que com o passar do tempo consolidavam tendências e evoluíam no aprimoramento artístico, a ponto de se poder situar o estado cultural de uma civilização através do estudo dos artefactos cerâmicos que produzia. A cerâmica meramente industrial só ocorreu na Antiguidade em grandes centros comerciais, iniciando vigorosa etapa com a Revolução industrial. Com a utilização da porcelana, a cerâmica alcançou níveis elevados de sofisticação.

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